sexta-feira, 10 de julho de 2009
Tem que ser assim? Tem que ser assim!
"Um dia, Tereza chegou a sua casa sem avisar. Um dia, partiu da mesma maneira. Chegara com uma mala pesada. Com uma mala pesada partira.
Pagou a conta, saiu do restaurante e foi dar uma volta pelas ruas, cheio de melancolia cada vez mais radiosa. Tinha atrás de si sete anos com Tereza e agora constatava que esses sete anos eram mais belos na lembrança do que no momento que foram vividos.
O amor entre ele e Tereza certamente era belo, mas também cansativo: era preciso sempre esconder alguma coisa, dissimular, fingir, retificar o que dizia, levantar-lhe o moral, consolá-la, provar continuamente que a amava, suportar as reprovações de seu ciúme, de seu sofrimento, de seus sonhos, sentir-se culpado, justificar-se e se desculpar. Agora, o cansaço tinha desaparecido e só restara a beleza."
Pagou a conta, saiu do restaurante e foi dar uma volta pelas ruas, cheio de melancolia cada vez mais radiosa. Tinha atrás de si sete anos com Tereza e agora constatava que esses sete anos eram mais belos na lembrança do que no momento que foram vividos.
O amor entre ele e Tereza certamente era belo, mas também cansativo: era preciso sempre esconder alguma coisa, dissimular, fingir, retificar o que dizia, levantar-lhe o moral, consolá-la, provar continuamente que a amava, suportar as reprovações de seu ciúme, de seu sofrimento, de seus sonhos, sentir-se culpado, justificar-se e se desculpar. Agora, o cansaço tinha desaparecido e só restara a beleza."
quinta-feira, 9 de julho de 2009
Pequenas bençãos
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